Jeep Renegade 2027
O Jeep Renegade 2027 chega ao mercado brasileiro como uma espécie de “última geração” do SUV compacto feito em Goiana (PE), encarando o desafio de modernizar o jipinho que esta no mercado desde 2016, ele traz visual mais futurista, interior mais luxuoso inspirado no Compass e uma dose de eletrificação via sistema híbrido leve (MHEV) de 48 V. A atualização é a terceira em 11 anos de produção nacional, e pretende subir o nível do modelo que deve a partir deste ano conviver com seu irmão menor o Avenger, que começará a ser vendido por aqui como uma opção mais barata em relação ao Renegade.
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Externamente, o Renegade 2027 ganha um ar mais atual, com foco em linhas quadradas e grade dianteira mais fechada, que remete ao visual de SUVs elétricos, como no Jeep Recon dos EUA. Os faróis redondos mantêm a identidade Jeep, mas recebem nova máscara escura para as luzes de rodagem diurna (DRL), e há novos para‑choques com região central destacada, sugerindo robustez e maior proteção em terrenos “off‑road”.
As rodas de liga leve também são novidades, elas chegam em aros 17 e 18 polegadas, agora sempre com acabamento diamantado, reforçando a proposta do Renegade ser uma opção mais premium e menos “utilitário genérico”.
Por dentro, o salto é mais convincente: o painel passa a adotar layout praticamente igual ao do Compass, com central multimídia de 10,1 polegadas centralizada, deslocando a saída de ar‑condicionado central do painel para a faixa inferior, outra novidade é o painel digital 7 polegadas, que passou a vir de série em todas as versões, ainda com relação a equipamentos as versões top de linha (Sahara e Willys) finalmente ganharam banco do motorista com ajustes elétricos.
O console central também é novo, agora tem novos comandos, nova alavanca de câmbio, acabamento em Black Piano e está mais elevado, tem também novos espaços como carregador por indução para smartphones com refrigeração, outra novidade importante é a saída de ar condicionado para o banco traseiro, um pedido antigo dos proprietários.
A Jeep também deixou a cabine do Renegade 2027 mais requintada, parte dos plásticos no painel e nas portas foram substituídos por tecidos texturizados com cores neutras que variam de acordo com a versão – a versão Willys por exemplo tem acabamento na cor verde (militar green), enquanto a Sahara como o próprio nome diz tem acabamento na cor areia (Sand Beige), modernizando o clima do ambiente, ainda que em algumas versões, o nível de acabamento seja considerado modesto quando comparado a rivais de segmento.
As forrações dos bancos agora misturam vinil e tecido (a partir de Longitude), com foco em durabilidade e custo.
Além da nova multimídia de 10 polegadas, o Renegade 2027 sobe de nível com relação a sua lista de equipamentos, agora todas as versões passam a a trazer de série: ar-condicionado digital dual zone, painel digital, partida por botão, novo console central elevado com mais espaço, carregador de telefone por indução com refrigeração, saída de ar traseira, freio de estacionamento por botão e nova manopla de câmbio.
Outra evolução é com relação a segurança, todas as versões do Jeep passam a vir com frenagem frontal automática com detecção de pedestres e ciclistas, monitoramento de mudança de faixa e detector de cansaço do motorista.
Apesar das evoluções na cabine e na lista de equipamentos não foi desta vez que o Jeep Renegade ganhou pacote ADAS completo, mesmo custando perto de R$ 190.000 o modelo não conta com um pacote ADAS de respeito, faltam no modelo itens como piloto automático adaptativo ACC, assistente de permanência na faixa, câmeras 360 graus, câmeras 360 graus, itens existentes hoje na maioria dos rivais, basicamente hoje apenas o Jeep Renegade e o Chevrolet Tracker na categoria não contam com estes equipamentos de segurança.
O coração do Jeep Renegade continua sendo o motor 1.3 turboflex de quatro cilindros, com 176 cv (E/G) e 27,5 kgfm de torque, mas agora com duas estratégias: na versão mais barata Altitude ele continua puramente a combustão, porém já nas versões Longitude e na Sahara há como o novidade o sistema híbrido leve (MHEV) de 48 V. Lembrando que a versão top Willys por vir com tração 4×4 e ter uma proposta off-road, mantém o motor a combustão sem o sistema híbrido.
No sistema híbrido leve da Stellantis, o BSG (Belt Starter Generator) de 48 V entrega cerca de 15,5 cv para a ajudar o motor a combustão, a suavizar arranques, reduzir consumo e melhorar a eficiência em momentos de maior demanda, sem, porém, permitir tração 100% elétrica e também sem alterar a potência final do carro que segue tendo 176 cv.
De acordo com a Stellantis a redução no consumo com o sistema híbrido leve é de cerca de 7%. Dados do Inmetro afirmam que ele faz agora: na cidade 11,9 km/l (gasolina) ou 8,3 km/l (etanol), enquanto na estrada roda 11,8 km/l (gasolina) e 8,6 km/l (etanol).
Na pratica houve um ganho apenas rodando na cidade (já que o sistema elétrico é mais utilizado em trechos urbanos) o Renegade híbrido roda 0,5 km/l a mais na cidade com etanol, enquanto na gasolina o consumo melhorou 0,8 km/l, apesar de parecer pouco, em um tanque de 55 litros rodando apenas na cidade com etanol o carro percorrerá 27,5 km a mais, enquanto na gasolina a autonomia aumentou 44 km com um tanque.
Porém pelo lado negativo, de acordo com os números divulgados pelo Inmetro, houve uma piora no consumo rodando na estrada, pegando como exemplo a versão Sahara, ela em 2025 sem o sistema híbrido fazia até 12,4 km/l na estrada, já agora com o sistema híbrido fara 11,9 km/l. Não sabemos explicar o motivo. Confira a tabela abaixo, o consumo da versão Longitude com as demais híbridas MHEV.
A caixa automática segue sendo a de seis marchas (Aisin) nas versões 4×2, com possibilidade de câmbio de nove marchas exclusivo na versão top de linha Willys 4×4, reforçando a proposta de uso urbano‑rodoviário com pitada de trilha na opção mais cara.
No Brasil, a linha Renegade 2027 perdeu a versão de entrada Sport – para abrir espaço para o Avenger, passando a contar com apenas 4 versões: Altitude, Longitude, Sahara e Willys.
Nos preços divulgados agora em março no lançamento, a versão de entrada Altitude 1.3 TurboFlex partirá de R$ 129.990 (promoção para as primeiras 3.000 unidades, porém depois R$ 141.990), enquanto Longitude e Sahara ambas 4×2 MHEV custam respectivamente R$ 158.690 e R$ 175.990, já a Willys 4×4 ultrapassando os R$ 189 mil.
Essa nova política de preço reposiciona o Renegade 2027 como um SUV compacto mais caro que muitos concorrentes, já que basicamente agora SUV partirá de R$ 142.000 e antes começava em R$ 117.990.
Para o consumidor que busca um SUV compacto com forte identidade off‑road, visual forte e agora um toque de tecnologia eletrificada, o Renegade 2027 aparece como alternativa mais “estilosa” que alguns SUVs rivais, seu estilo quadrado já virou clássico e ainda hoje agrada bastante, sendo um dos diferenciais do modelo.
Porém, inegavelmente o Jeep Renegade já sente o peso da idade avançada, o modelo está na mesma geração desde 2016 e hoje conta com alguns pontos negativos como o espaço interno menor em relação aos concorrentes mais novos – comparado com o VW T-Cross o Renegade tem entre eixos quase 10 cm menor, confira a tabela abaixo:
| Modelo | Comprimento | Largura | Altura | Entre‑eixos | Porta‑malas (litros) |
|---|---|---|---|---|---|
| Jeep Renegade 2027 | 4.270 mm | 1.805 mm | 1.706 mm | 2.566 mm | 385 L |
| VW T‑Cross 2026 | 4.199 mm | 1.760 mm | 1.568 mm | 2.651 mm | 410 L |
| Hyundai Creta 2027 | 4.330 mm | 1.790 mm | 1.630 mm | 2.610 mm | 422 L |
| Chevrolet Tracker 2026 | 4.304 mm | 1.791 mm | 1.624 mm | 2.570 mm | 393 L |
| Nissan Kicks 2026 | 4.365 mm | 1.800 mm | 1.570 mm | 2.655 mm | 432 L |
| Honda WR‑V 2026 | 4.325 mm | 1.790 mm | 1.65 mm | 2.650 mm | 458 L |
| Toyota Yaris Cross 2026 | 4.310 mm | 1.770 mm | 1.660 mm | 2.62 mm | 391 L / 400 L |
| CAOA Chery Tiggo 5X 2027 | 4.338 mm | 1.830 mm | 1.645 mm | 2.61 mm | 340 L |
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