A Volkswagen apresentou o ID. Tiguan, seu novo SUV 100% elétrico que substituirá os ID.4 e ID.5 a partir do início de 2027. O modelo elétrico apesar de adotar o nome Tiguan — um dos SUVs mais conhecidos da marca —, tem uma proposta totalmente diferente, é feito sobre a nova plataforma elétrica MEB+, terá motores de até 299 cv e autonomia anunciada de até 600 km no ciclo europeu WLTP. Lembrado que o ID.Tiguan não vai substituir o SUV a combustão, ambos vão conviver juntos no mercado.

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Posição na linha
O ID. Tiguan será vendido em paralelo ao Tiguan convencional, que seguirá com motores a gasolina, diesel e híbridos plug-in. A estratégia da Volkswagen ao adotar este nome é justamente criar uma maior identificação do publico com sua nova gama elétrica. Agora nesta nova geração de veículos 100% movidos a bateria a marca está abandonando a complicada nomenclatura numérica (iD.3, ID.4, ID.5 e etc) em favor de nomes já consolidados no mercado, como ID. Polo, ID. Cross e agora ID. Tiguan.
Um detalhe curioso, é que apesar do VW ID.4 existir desde 2021 na Europa, o elétrico que será substituído pelo ID. Tiguan foi lançado somente agora em outubro de 2026 no Brasil por R$ 299.990. A Volkswagen confirmou a substituição para 2027, mas ainda não divulgou data, versões, preço ou especificações da configuração que virá ao Brasil.

Dimensões e espaço
O Tiguan elétrico é um SUV médio de cinco lugares, com 4,62 m de comprimento — cerca de 4 cm a mais que o ID.4 —, 1,86 m de largura, 1,62 m de altura e entre-eixos de 2,77 m. Em relação ao VW Tiguan a combustão esta versão elétrica é cerca de de 10 cm menor.
| Item | VW ID. Tiguan |
|---|---|
| Comprimento | 4.618 mm |
| Largura | 1.855 mm |
| Altura | 1.619 mm |
| Entre-eixos | 2.765 mm |
| Ocupantes | 5 |
| Porta-malas | 534 L |
| Compartimento frontal | 32 L |
| Raio de viragem | 10,2 m (tração traseira) |
O porta-malas tem 534 litros, 4 litros a mais que o do Tiguan a combustão, há ainda um frunk (porta malas frontal) porém que é bastante pequeno, foi pensado para guardar apenas os cabos de recarga.

Motores, desempenho e autonomia do ID. Tiguan
A linha europeia do ID. Tiguan 2027 fará sua estreia em três configurações: duas de tração traseira e uma com tração integral 4MOTION. A bateria menor é LFP de 58 kWh; as versões mais potentes usam bateria NMC de 77 kWh. A potência do modelo irá variar entre 190 cv até 299 cv, enquanto a autonomia gira entre 450 km até 600 km.
| Versão | Tração | Potência | Bateria | 0–100 km/h | Velocidade máxima | Autonomia WLTP |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ID. Tiguan 140 kW | Traseira | 190 cv | 58 kWh | 8,5 s | 160 km/h | Até 450 km |
| ID. Tiguan 210 kW | Traseira | 286 cv | 77 kWh | 6,6 s | 180 km/h | Até 600 km |
| ID. Tiguan 220 kW 4MOTION | Integral | 299 cv | 77 kWh | 6,3 s | 180 km/h | Até 560 km |
A capacidade de reboque chega a 1.800 kg na versão de 58 kWh e a 2.000 kg nas configurações com bateria maior, um diferencial relevante para um SUV elétrico familiar.
Recarga e plataforma
O ID. Tiguan usa a MEB+, evolução da arquitetura elétrica MEB usada na antiga família ID da Volkswagen, as baterias ficam integradas ao assoalho, enquanto o motor, assim como a tração, ficam na traseira (a não se na versão 4Motion que conta com um motor adicional frontal e tração 4×4).
Esta nova plataforma também permite recargas mais rápidas, aceitando corrente contínua de até 105 kW na bateria de 58 kWh e de até 165 kWh na de 77 kWh; a Volkswagen indica cerca de 26 a 29 minutos para ir de 10% a 80% da carga, conforme a versão, uma excelente marca.

Cabine e tecnologia, porém com toques nostalgicos
O interior segue uma proposta que lembra a do Tiguan a combustão, mas com um estilo mais minimalista e tecnológico. O painel adota um conjunto de três telas: um quadro de instrumentos digital de 10 polegadas, uma central multimídia de 15 polegadas e, como opcional, um display exclusivo de 12 polegadas para o passageiro dianteiro. É a primeira vez que um Volkswagen destinado ao mercado europeu oferece uma tela dedicada ao ocupante do banco dianteiro. O acabamento também evoluiu, com as versões mais caras trazendo revestimentos em couro aveludado e detalhes em alumínio, conferindo à cabine um aspecto muito mais sofisticado que o dos antigos ID.4 e ID.5.
Outro acerto dos novos elétricos da Volkswagen está na manutenção dos comandos físicos. Diferentemente de outras marcas e dos próprios elétricos de primeira geração da linha ID, que apostavam em interiores futuristas e praticamente sem botões, o ID. Tiguan preserva controles tradicionais para facilitar o uso das funções no dia a dia, sem obrigar o motorista a recorrer à tela para tudo.
A Volkswagen também parece ter aprendido com a experiência dos primeiros modelos da família ID e decidiu apostar em um interior mais funcional e familiar, com soluções próximas às de um carro a combustão. Em vez de priorizar apenas um visual futurista, a marca buscou tornar a cabine mais intuitiva e agradável para o uso cotidiano. Essa proposta inclui até detalhes nostálgicos, como o desenho do quadro de instrumentos digital configurável, cujo layout remete aos Volkswagen das décadas de 1980 e 1990, lembrando o quadro de instrumentos do saudoso Gol, uma referência que certamente despertará a memória afetiva de muitos fãs da marca.

Quando chega?
O modelo será produzido em Emden, na Alemanha, e as primeiras entregas europeias estão previstas para o início de 2027.
Qual é o preço do ID. Tiguan?
As versões disponíveis no lançamento europeu serão Trend, Life, Style e R-Line. A pré-venda na Alemanha e em outros países europeus começam hoje 13 de outubro de 2026, com preço inicial de 42.695 euros, cerca de R$ 238 mil na conversão direta — valor claro que não representa necessariamente o preço brasileiro futuro. Em relação ao iD.4, que será descontinuado, a diferença de preço inicial do ID. Tiguan é de apenas 2,600 euros (R$ 14.600) mais caro; curiosamente ele custará praticamente o mesmo que o Tiguan a combustão na Europa.
Galeria de fotos VW ID. Tiguan:
O que esperar no Brasil
A chegada do ID. Tiguan ao Brasil é dada como provável, já que ele sucederá o ID.4, mas a Volkswagen ainda não confirmou cronograma local, motorizações ou preços. A tendência é que o modelo chegue com a bateria maior e a configuração de tração traseira de 286 cv. Seu preço não será acessível, deve figurar na casa dos R$ 300.000 a R$ 320.000.
Será que agora vai vender bem?
Podemos dizer que a primeira família de elétricos da Volkswagen (lançados a partir de 2021) não fez sucesso. Na prática, o ID. Tiguan representa uma mudança de posicionamento: em vez de um nome elétrico próprio, a Volkswagen aposta na força comercial do Tiguan para acelerar a aceitação dos seus SUVs elétricos — agora com mais autonomia, mais potência e maior capacidade de reboque que o ID.4 que ele substitui, tudo isso praticamente sem mudar de preços. Agora fica a pergunta, será que vai começar a vender bem? Deixe a sua opinião.






















