Dacia Striker
O Dacia Striker é um modelo inédito que tem a proposta de unir atributos de três categorias em um só carro: altura de SUV, versatilidade de perua e postura dinâmica com condução mais baixa típica de um sedã. A marca aposta em eficiência, espaço interno e preço competitivo para posicionar o Striker como uma alternativa racional entre os SUVs no mercado atualmente, e a notícia para nós aqui do Brasil é boa, como ele compartilha a mesma base do Renault Boreal são grandes as chances do Striker ser vendido em terras brasileiras.
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O Striker chama atenção pelo desenho “radical” e bem diferente do que estamos acostumados a ver em relação a SUVs, ele tem carroceria comprida e baixa, são 4,62 metros de comprimento, cerca de 6 cm a mais em relação ao Boreal, enquanto a altura é de apenas 1.53 m, só para você entender o Striker é 11 cm mais baixo do que o Boreal, sendo inclusive até mais baixo em relação ao Kardian.
Apesar de ser mais baixo do que a maioria dos SUVs, o Dacia Striker mantém a boa altura em relação ao solo, contando com 20 cm de vão livre na versão 4×4 ou 19 cm na versão 4×2. As rodas são aro 17, 18 ou 19 variando de acordo com a versão.
Por falar em dimensões, merece elogio também o enorme porta malas de 600 litros, que promete ser um dos maiores entre os SUVs atuais, superando inclusive o nosso Boreal.
O modelo segue com a estratégia da Renault para novos produtos derivados da base CMF-B, este será o terceiro modelo SUV nesta plataforma na Dacia, a família atualmente é composta por: Duster, Bigster e agora o Striker, enquanto aqui no Brasil esta base foi rebatizada de RGMP pela Renault e já deu origem ao Boreal e Kardian, sendo que ainda em 2026 teremos a inédita picape Niagara nesta plataforma.
Importante comentar que apesar da plataforma ser a mesma dos outros SUVs da Dacia o Striker tem desenho inédito de carroceria, de para-choque a para-choque o carro conta com linhas e componentes inéditos.
Os modelos da Dacia na Europa ocupam uma posição de mercado mais acessível em relação a Renault, são carros com foco no custo benefício e preço mais barato.
Por isso o Dacia Striker tem uma cabine simples, é basicamente o mesmo painel do seus irmãos Duster e Bigster com alguns retoques diferentes no acabamento, como tecido revestindo parte do painel, é uma proposta de interior baixo custo em relação ao nosso Boreal.
A lista de equipamentos é ok, porém sem luxos, há painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 10,1 polegadas, há ainda partida do motor por botão, freio de estacionamento por botão e pacote ADAS completo de série.
Enquanto as versões mais caras agregarão itens como banco do motorista com ajuste elétrico, ar-condicionado dual zone, aquecimento de volante e dos bancos dianteiros, carregador sem fio para smartphones, GPS nativo na multimídia e tampa do porta malas com abertura e fechamento elétrico.
Destaque também para o teto panorâmico em vidro (que não abre) e os vários porta objetos espalhados pela cabine, o porta malas mesmo tem vários compartimentos.
De início o Dacia Striker contará apenas com motores híbridos, começando pelo Striker Hybrid 155 que combina o 1.8 aspirado de 111 cv com um propulsor elétrico de 50 cv, tendo bateria de 1.4 kWh, é um sistema híbrido diferente do comum, usa câmbio automático especial com 4 velocidades, são duas marchas para o motor a combustão e outras duas para o elétrico.
Segundo a Dacia o carro poderá rodar na cidade, em até 80% do tempo, usando apenas o motor elétrico, sendo que o bloco a combustão é destinado para acelerações, velocidades maiores ou estradas.
Já a versão Striker Hybrid 150 4×4 tem um conjunto híbrido diferente, traz motor 1.2 turbo de 142 cv combinado com um elétrico traseiro de 31 cv, fornecendo tração 4×4 ao SUV, o câmbio nesta versão é automatizado de seis marchas e dupla embreagem DCT.
A vantagem dessa configuração híbrida 4×4 é fornecer alto torque nas rodas traseiras em baixas velocidades para condução off-road em primeira marcha, oferecendo também a dirigibilidade e a economia de combustível de um veículo 4×2 quando o eixo traseiro está desengatado. Nos modos de condução (Auto/Eco/Neve) selecionados por um botão no console, o sistema 4×4 permanece “em espera” sendo acionado apenas quando necessário em velocidades de até 140 km/h.
Importante comentar que a Renault deve ter um sistema híbrido 4×4 similar aqui no Brasil para o Boreal e para a picape Niagara, leia mais aqui.
O Striker foi apresentado com discurso de custo-benefício, a Dacia promete preço inicial abaixo de 25 mil euros na Europa (cerca de R$ 147.900), se esse valor realmente for confirmado, este belo SUV custará praticamente o mesmo em relação ao Bigster, modelo equivalente ao nosso Boreal aqui no Brasil.
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