A BYD prepara a chegada do Dolphin G DM-i ao Brasil para o início de 2027, trazendo um hatch híbrido plug-in que promete combinar desenho moderno, interior bem equipado e um conjunto mecânico muito interessante, ele terá motor flex partindo de 170 cv e capacidade para rodar mais de 1000 km. Além disso, o Dolphin G terá produção nacional na fábrica de Camaçari (BA). A expectativa é que o modelo seja posicionado entre o Dolphin Mini e o Dolphin elétrico, com preço estimado na casa dos R$ 130 mil, o que pode fazer do novo híbrido uma das opções mais interessantes do mercado nessa faixa de preço. Vamos conhecer em detalhes !

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O que é o Dolphin G DM-i
O Dolphin G DM-i é o novo hatch compacto híbrido plug-in da BYD, desenvolvido com a tecnologia Super Hybrid DM-i, que combina motor a combustão e propulsão elétrica para ampliar a autonomia. Ao contrário do Dolphin elétrico que já é vendido no Brasil este modelo foi desenvolvido para o mercado global, ele traz tudo novo, plataforma, carroceria, interior, além do seu conjunto mecânico, tudo é inédito.
A proposta é unir a experiência de condução de um carro elétrico com a flexibilidade de um híbrido, algo especialmente interessante para mercados como o brasileiro, onde o custo do combustível e a infraestrutura de recarga ainda pesam na decisão de compra, ou seja, basicamente temos aqui um carro elétrico para rodar no dia a dia nas cidades, porém que quando necessário pode viajar grandes distâncias sem precisar se preocupar com pontos de recarga. Na Europa o modelo foi homologado com autonomia de até 1040 km.
Conjunto mecânico de respeito
Na configuração divulgada para mercados internacionais, o Dolphin G DM-i usa motor 1.5 aspirado a gasolina combinado com motor elétrico dianteiro. As versões mais simples já entregam 175 cv, enquanto configurações superiores chegam a 212 cv de potência, com autonomia elétrica entre 40 km e 105 km, conforme a bateria.
O hatch acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 8,3 segundos, com velocidade máxima de 180 km/h. Para o Brasil, a grande aposta é a adaptação deste conjunto para usar além da gasolina também etanol, ou seja, ele será flex, o que deve tornar o conjunto ainda mais interessante para o consumidor local.

Autonomia e bateria
Em relação a baterias, devem haver duas versões do Dolphin G DM-i no Brasil, a opção de entrada, chamada na Europa de Active, tem bateria de 7.42kWh e pode rodar até 40 km no modo puramente elétrico, sem precisar de gasolina, ou até 1020 km no modo híbrido. Já as versões mais caras: Boost, Comfort e Sport usam bateria de 18.3kWh, tendo capacidade para percorrer até 105 km no modo elétrico ou 1040 km no modo híbrido.
Vale comentar também sobre o sistema de recarga, a versão mais barata Active aceita apenas “carga lenta” AC, com até 3.3 kW, neste caso são necessárias cerca de 3 horas para carregar de 15% até 100%. Porém as versões mais caras já aceitam carga rápida DC de até 39 kW, neste caso, é possível passar de 10% para 80% da carga em apenas 25 minutos na tomada.

Dimensões agradam
A BYD quis deixar o Dolphin G mais pratico e funcional para rodar na cidade, por isso o hatch tem dimensões externas compactas, são 4.16 m de comprimento com distância entre eixos de 2,61 m. Tamanho ligeiramente inferior ao Dolphin e Aion UT, mas mesmo assim ele é maior em relação a outros hatchs nesta faixa de mercado, como Geely EX2 ou VW Polo e Chevrolet Onix, além disso, o Dolphin G tem um grande trunfo, seu porta malas amplo, o modelo é anunciado na Europa com 425 litros, quase 200 litros a mais em relação ao Dolphin elétrico, superando também todos os rivais nesta faixa de preço.
| Modelo | Comprimento | Largura | Altura | Entre-eixos | Porta-malas |
|---|---|---|---|---|---|
| Dolphin Mini | 3,78 m | 1,715 m | 1,58 m | 2,50 m | 230 L |
| Dolphin G DM-i (híbrido) | 4,16 m | 1,82 m | 1,57 m | 2,61 m | 425 L |
| Dolphin SE (elétrico) | 4,28 m | 1,77 m | 1,57 m | 2,70 m | 250 L |

Interior bem equipado
A cabine do Dolphin G DM-i segue o padrão já conhecido na BYD, com um painel minimalista, muito bem acabado, neste caso com acabamento em Black Piano, uma tela grande no centro com 12,8 polegadas em todas as versões e painel de instrumentos também digital com 8,8 configurável capaz de exibir até imagens do GPS. Infelizmente há poucos botões físicos, a maioria das funções, como o sistema de som e ar-condicionado, têm de ser controladas pela tela da central multimídia, comandos de voz ou através do volante.
Em relação a lista de equipamentos o BYD Dolphin G agrada, desde a versão de entrada ele já conta com faróis full LED, rodas em liga leve aro 16, chave digital com NFC – é possível usar o celular como chave, atualizações remotas, ar-condicionado automático digital dual zone, multimídia de 10,1 polegadas, painel digital, câmera de ré, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, além de pacote ADAS LEVEL 2 completo com piloto automático adaptativo ACC, frenagem frontal automática, assistente de permanência da faixa, alerta de trafego cruzado traseiro e frontal com frenagem automática, monitoramento de pontos cegos e alerta de presença de veículos ou ciclistas ao abrir as portas.
Nas versões mais caras a lista melhora bastante, há recursos de luxo como teto solar panorâmico, rodas aro 18 diamantadas, sistema de câmeras 360 graus, bancos do motorista com ajuste elétrico e aquecimento, carregador sem fio para smartphone, interior revestido em couro vegano, retrovisores com rebatimento automático e projeção de luz no piso, iluminação ambiente em LED configurável na cabine, sistema de som com 8 alto falantes, entre outros itens.

Quando o Dolphin G será lançamento no Brasil ?
As informações mais consistentes apontam que o Dolphin G DM-i será lançado no Brasil no início de 2027, recentemente o modelo foi lançado na Europa. A BYD já confirmou que ele será produzido em Camaçari, na Bahia, reforçando a estratégia de nacionalização da marca no país e também buscando ter preços ainda mais competitivos no nosso mercado.
Preço e posicionamento de mercado
Se a projeção de preço em torno de R$ 130 mil se confirmar, o BYD Dolphin G DM-i entrará em um espaço muito competitivo do mercado brasileiro, brigando com hatches e compactos de maior volume. A BYD quer usar o modelo como porta de entrada para a tecnologia híbrida plug-in da marca com foco em eficiência e custo-benefício, basicamente teremos um híbrido com mais de 170 cv de potência, capaz de rodar 1000 km um tanque, com desenho bonito e interior bem equipado, custando cerca de R$ 10 mil a mais em relação a um Chevrolet Onix Premier (R$ 121.190) ou um VW Tera 170 TSi com câmbio manual (R$ 123.190), ou seja, teremos aqui um baita custo benefício.


















Uma resposta
Será o fim da concorrência…. Estou esperando..