O Aston Martin acaba de revelar o Valen, um superesportivo de motor dianteiro com V12 biturbo de 5,2 litros desenvolvido em parceria com a Cosworth, limitado a apenas 150 unidades e com preço inicial em torno de US$ 2 milhões (cerca de R$ 11 milhões na conversão direta, sem impostos).
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Conceito e posicionamento
O Valen é uma celebração ao “barulho glorioso” dos motores a combustão, posicionado como o carro de produção com motor dianteiro mais potente já feito pela Aston Martin. Ele deriva da plataforma do Vanquish, mas com uma série de modificações que o tornam mais leve, mais potente e significativamente mais barulhento — cerca de 50% mais ruidoso que o Vanquish, segundo a marca.
A produção será extremamente restrita: 150 unidades, todas já pré-vendidas, com entregas previstas para o segundo trimestre de 2027 (modelo 2028).

Motorização e desempenho
O coração do Valen é um V12 5.2 biturbo raiz não híbrido, tradicional como faziam antigamente, só que melhorado pela Cosworth – tradicional construtora inglesa de motores com muita experiência em carros de corrida, principalmente na Fórmula 1, que entrega:
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Potência: 850 cv
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Torque: 1.000 Nm (738 lb-ft), disponível entre 2.500 e 5.000 rpm
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Câmbio: automático ZF de 8 marchas, montado em configuração transaxle desenvolvida nas pistas de corrida pelo Vantage GT4
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Tração: traseira, com diferencial eletrônico de deslizamento limitado
Os números de desempenho são:
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0 a 100 km/h: 3,1 segundos
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Velocidade máxima: 344 km/h (214 mph), limitada eletronicamente
Apesar de não ser híbrido, o Valen é cerca de 110 kg mais leve que a plataforma V12 convencional do Vanquish, chegando a cerca de 110 kg de redução com o pacote de leveza, o que ajuda a compensar o peso de um motor V12 dianteiro.

Chassi, freios e dinâmica
O Valen mantém a arquitetura de motor dianteiro e tração traseira, com distribuição de peso aproximada de 53% dianteiro / 47% traseiro, uma distribuição quase perfeita para um carro com motor frontal deste tamanho.
Principais itens de chassi e dinâmica:
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Freios: discos carbono-cerâmica (410 mm na frente, 360 mm atrás).
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Amortecedores: Bilstein DTX semiativos
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Pneus: Pirelli P Zero R, medidas 275/35 ZR21 na dianteira e 325/30 ZR21 na traseira, desenvolvidos exclusivos para este modelo
A combinação de motor extremamente potente, redução de massa e acerto de chassis focado em desempenho coloca o Valen como uma espécie de “último suspiro” dos superesportivos V12 puros, antes da eletrificação dominar o segmento de hiperesportivos.

Design e exclusividade
Visualmente, o Valen traz uma carroceria totalmente nova em relação ao Vasquish que também usa esta base, este novo modelo estreia um padrão inédito de design na Aston Martin, com uma dianteira maior, mais larga e baixa, além de traços retos e enormes aberturas de ar.
Enquanto na traseira há um conjunto minimalista, com uma barra de LED servindo de lanternas, além de fibra de carbono exposta, sem pintura, e um difusor de ar similar aos carros de competição, porém o que mais chama atenção são as 4 saídas de escapamento, duas mais acima e duas abaixo.
A marca não divulgou ainda todas as opções de cores e personalização, mas, como é típico em edições tão limitadas, espera-se que cada unidade tenha especificações únicas, o comprador poderá escolher além da pintura, detalhes no acabamento, rodas e customizar o interior ao seu gosto.

Interior do Aston Martin Valen
Por dentro a arquitetura do Aston Martin Valen lembra a do Vaquish, porém as saídas de ar do painel, console central, além do acabamento são exclusivos deste novo modelo, trazendo uma proposta mais minimalista e requintada.
Preço e mercado
O preço de partida é de aproximadamente US$ 2 milhões (cerca de £ 1,5 milhão antes de opcionais), posicionando o Valen acima do Vanquish e próximo de hiperesportivos de outras marcas, porém com a proposta específica de ser um V12 dianteiro “puro”, sem eletrificação.
No contexto brasileiro, mesmo que oficialmente não haja previsão de importação regular, o Valen chegaria, se fosse trazido de forma especial, com valor final facilmente ultrapassando R$ 20 milhões após impostos de importação, IPI, ICMS e demais taxas — típico de hiperesportivos de baixa volume no Brasil, ou seja, estamos falando aqui de um modelo, além de exclusivo, extremamente caro.













