A Hennessey revelou agora em agosto de 2026 o Blackbird, seu terceiro hipercarro de projeto próprio — e talvez o mais inesperado. Em vez de buscar recordes de potência como o Venom F5 que tem incríveis 1.817 cv, a marca texana optou por uma filosofia analógica e purista: motor V8 aspirado, câmbio manual de seis marchas com alavanca de grelha e interior sem telas digitais. Seu design também impressiona, inspirado no caça Lockheed SR-71 Blackbird, um dos mais lendários já feitos.

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Conceito e proposta
O Blackbird foi criado para quem prioriza emoção ao volante, conexão mecânica e som do motor, não apenas números brutos. A Hennessey descreve o carro como um “manifesto analógico”, pensado tanto para encarar viagens longas quanto para adrenalina em pista, numa provocação aos modernos hiperesportivos ultraconectados e híbridos e que acabaram perdendo a esportividade raiz, além de não serem muito práticos no mundo real no dia a dia.
Apesar de “menos potente” que o Venom F5, o foco aqui está na experiência: o Blackbird combina ainda tração puramente traseira, chassi inteiramente em fibra de carbono, peso reduzido de apenas 1360 kg (3,000 lb) e um motor que grita alto, chegando acima de 9.000 rpm, algo raro nos dias atuais.

Pensado para ser um carro funcional, tanto no dia a dia quanto em viagens longas, de acordo com a Hennessey, o Blackbird foi projetado para percorrer mais de 1.300 quilômetros em um dia, com uma área envidraçada maior ele permite maior facilidade ao andar nas cidades e fazer manobras de estacionamento, há ainda portas ao estilo “asa de gaivota” que facilitam a operação de entrar e sair do carro, mais espaço interno que o Venom F5 e uma suspensão adaptativa que promete ser confortável mesmo em pisos imperfeitos.
Ainda de acordo com a fabricante o interior foi projetado para ser silencioso, segue metas rigorosas de NVH (ruído, vibração e aspereza), há também coisas simples mas que fazem falta em muitos supercarros, como um console central com quatro porta-copos e capacidade para levar duas malas de mão de tamanho normal no interior atrás dos bancos, além de compartimentos adicionais na traseira e na cabine para cargas menores. Ou seja, será possível fazer compras no supermercado com o Hennessey Blackbird.

Motor e desempenho
Porém não pense que toda esta funcionalidade e “conforto” faz este super carro abrir mão de desempenho, no coração do Blackbird está um V8 6.2 litros aspirado, desenvolvido em parceria com a Ilmor Engineering, especializada em motores de competição.
A potência ficará entre 800 a 850 cv, com giro máximo superior a 9.000 rpm, o que deve torná-lo o V8 aspirado de produção mais potente do mundo na atualidade.
Com relação a desempenho, o Blackbird faz jus a inspiração no jato Lockheed SR-71, acelerando de 0 a 100 km/h: cerca de 2,5 segundos. Já a velocidade máxima será de 354 km/h (220 mph).
O câmbio é manual de seis velocidades com alavanca “em grelha”, assim como nos esportivos da década de 1990, reforçando a natureza purista do projeto.

Design inspirado na aviação
O nome “Blackbird” não é casual: o novo carro da Hannessey homenageia o Lockheed SR-71 Blackbird, o avião-espião mais rápido já construído, alcançava na época mais de 3,500 km/h e altitude de 85,000 pés (26 km). O design, assinado por Nathan Malinick, traduz elementos aeronáuticos em linguagem automotiva:
- Estabilizadores verticais ativos na traseira, inspirados nas superfícies de controle do SR-71.
- Luzes traseiras que evocam os pós-combustores dos motores J58 do avião.
- Padrão em losango nos escapes (repetido em faróis e porta-copos), referência ao Bell X-1, primeiro avião a romper a barreira do som.
- Entrada de ar no teto (“roof scoop”) e linhas de perfil alongado, reforçando a estética de “caça” aéreo.

Interior minimalista e detalhes curiosos
O cockpit segue a mesma lógica purista: sem telas, comandos analógicos e foco no essencial para o motorista. Entre os detalhes que chamam atenção estão:
- Uma “bússola de whisky” como elemento decorativo.
- Um relógio removível analógico no estilo Bugatti.
- Comandos no teto similares aos botões de aeronave
- Suporte para chapéu Stetson e até um porta-objetos que a marca brinca poder acomodar um revólver, aludindo ao espírito texano.
Esses toques reforçam a personalidade do carro: um GT de alta performance com alma americana.
Produção, preço e disponibilidade
O Blackbird será produzido em série ultralimitada, a Hennessey diz que fará apenas 71 unidades no total em sua fábrica artesanal no Texas.
Como este é um carro limitado, feito praticamente a mão, seu preço também será para poucos, o valor inicial é de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,8 milhões de reais sem considerar os impostos).
Apesar de estar sendo apresentado agora em 2026, ainda vai demorar alguns bons anos para termos este super carro nas ruas, como sua produção será artesanal, ou seja, cada unidade será feita a mão, a Hennessey fala em conseguir entregar a primeira unidade apenas entre 2029 e 2030, somente após o fim da produção dos pedidos pelo Venom F5 que devem ocupar a linha de montagem da marca até 2028.
Apesar disso a Hennessey afirma que mais de dois terços das 71 unidades do Blackbird já estavam reservadas antes da apresentação publica do modelo, que deve acontecer no dia 14 de agosto de 2026 no evento The Quail, durante a Monterey Car Week, na Califórnia. A homologação está prevista para mercados-chave ao redor do mundo, não se restringindo apenas aos EUA, ou seja, se você se interessou pode comprar a sua unidade, que a marca garantem que o carro será aprovado para o emplacamento e rodar nas ruas.
















